Portfólio online

28 abril, 2015

Relacionamento entre franqueado e franqueador

Artigo feito em prestação de serviço para empresa de assessoria de imprensa

     
O mercado de franquias no Brasil tem superado seus próprios números a cada ano e continuará em franco crescimento, ao que tudo indica. A pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Franchising comprova que apenas 3% das franquias encerram atividades após 1 ano de existência, número muito inferior à taxa de fechamento de micro e pequenas empresas, após o mesmo período de funcionamento, que é de 50%. Porém, nem tudo são “flores”, caso o relacionamento entre franqueado e franqueador não funcione bem. Diferente de outros tipos de parcerias corporativas, o relacionamento entre as partes se assemelha a um casamento. Não basta só seguir a regulamentação (apelidada de “Lei da Franquia” – nº 8.955/94, de 15 de dezembro de 1994 – que estabelece os critérios sobre instalação e operações de franchising, em território brasileiro). É necessário haver empatia, transparência e muita confiança entre os envolvidos, afinal, há grande expectativa nessa relação.
 O franqueador quer ver o seu negócio se expandir cada vez mais e depende de um investidor disposto a atender todos os requisitos de perfil e disponibilidade. O franqueado espera obter sucesso como empreendedor, com investimento o mais baixo possível e anseia por orientações eficazes sobre o ramo e treinamento de extrema qualidade. Ambos cobrarão dedicação entre si.
Assim que fecham as condições e assinam contrato, perpetua-se o relacionamento, afinal, ambos passam a carregar o mesmo nome – nesse caso, o da marca – e, uma vez firmado o vínculo, farão de tudo para conquistar o reconhecimento do outro. Como se trata de uma parceria em que o aspecto humano se destaca, apesar da natureza profissional, as cobranças por crescimento, cumprimento de metas e nível de produtividade podem “desgastar a relação”, caso não exista dedicação integral por parte do franqueado ou falta de reconhecimento mediante bons resultados, do franqueador. A manutenção do “casamento” é diária.



Estabelecer indicadores de avaliação de uma linha de franquia é a melhor estratégia. Não adianta coletar um grande número de dados e não saber gerenciá-los, por parte do franqueador, ou compreendê-los, papel do franqueado. Se há metas a cumprir, baseadas em avaliações de determinados períodos históricos de outras unidades da mesma marca, então haverá parâmetro para que possam sanar possível baixo desempenho ou comemorar performances espetaculares.
Todo cuidado é pouco: apesar do alto índice de novas lojas que dão certo e o bônus de iniciar um negócio utilizando marca, produtos e serviços já conhecidos, as franquias não são total garantia de sucesso. Fugir do padrão, por exemplo, é um dos grandes erros que levam investidores a fecharem as portas. A essência desse tipo de negócio é justamente a padronização. Ímpetos criativos podem fazer com que a clientela local desconfie do ponto e, pior, julguem negativamente a credibilidade da marca, no geral. Se isso acontece com frequência em uma determinada linha de produtos/serviços, está ocorrendo um erro na hora do “flerte”. O franqueador está escolhendo investidores sem avaliar se o perfil é realmente adequado ou o franqueado não entendeu em que tipo de relacionamento entrou. “Discutir a relação” sempre será a melhor solução, tanto para casamentos, quanto na lida entre franqueados e franqueadores. 

VB Comunicação comemora seis anos com show de Julio Iglesias



Texto feito em prestação de serviço para empresa de assessoria de imprensa


Grupo detentor da revista Viver Brasil celebra sucesso das seis publicações que administra


AVB Comunicaçãocompleta seis anos de existência, produzindo informação decredibilidade para mais de 400 mil leitores.  A diversificação do grupo atinge variados públicospor meio dos seus veículos: Jornal Tudo, Viver Casa, RobbReport, Viver Fashion, Viver Minas e o Portal Jornal Tudo. A comemoração será em grande estilo, com show de Julio Iglesias.Conhecido como um dos mais românticos do mundo, o cantor espanhol estará em Belo Horizonte no dia 16 de novembro para celebraro aniversário da VB Comunicação, com show no Palácio das Artes.
“Comemoramos esse aniversário certos de que fazemos jornalismo de qualidade, motivados a proporcionar cada vez mais novidades ao leitor dos produtos VB Comunicação e com um megashow, que trouxemos a Belo Horizonte que será de arrasar”, afirma o diretor de redação da VB Comunicação, Homero Dolabella. Iglesias tem 45 anos de carreira e anuncia sua despedida dos palcos. A apresentação, que integraa turnê mundial, promete muitas pompas e emoção e será promovida pela VB Comunicação, com apoio da Mov3 e da Meet Produtora.
Segundo Dolabella, os objetivos da VB Comunicação são informar, entreter e prestar serviços de qualidade.“Mesmo tendo sido fundada no ápice dos efeitos da crise internacional no país, a VB desbravou seus próprios caminhos. Um exemplo disso é termos o nosso principal fruto, a Viver Brasil, cada vez mais consolidada, e também uma gama de produtos personalizados, que são as revistas customizadas, elaboradas sob encomenda para empresas. Há também o espaço V, uma área multiuso, ideal para realização de almoços, jantares, happy hours, workshops e oficinas. O Grupo VB Comunicação faz aniversário esbanjando ousadia e qualidade”, finaliza o diretor de redação do grupo.

Pesquisa convoca pacientes com câncer de estômago para estudo internacional em BH



Texto feito em prestação de serviço para empresa de assessoria de imprensa


O Centro Avançado de Tratamento Oncológico (CENANTRON), coordenado pelo oncologista André Márcio Murad, convoca pessoas acometidas pelo câncer de estômago em fase avançada, que não receberam nenhum tipo de quimioterapia prévia, para participarem de estudo internacional. Se selecionados, os pacientes receberão o tratamento gratuitamente. A pesquisa termina em outubro e o objetivo é avaliar a eficácia da medicação Rilotumumabe no tratamento, em combinação com a quimioterapia tradicional. A técnica é considerada inovadora, chamada de alvo-molecular, combatendo, especificamente, células tumorais, preservando as saudáveis, diferente de como ocorre na quimioterapia tradicional.
O Rilotumumabe é um anticorpo desenvolvido para destruir células que expressam a proteína c-met, presente em aproximadamente de 70% dos cânceres de estômago. Em estudo preliminar, feito com cerca de 120 pacientes, os que receberam a droga associada à quimioterapia convencional, tiveram maior sobrevida e expressivas taxas de regressão da doença, em comparação àqueles que receberam quimioterapia associada à componente placebo. Em decorrência de resultados preliminares, começou esse novo estudo em vários países, que deverá incluir cerca de 700 pacientes, inclusive, brasileiros voluntários. Nesta fase, todos receberão o anticorpo Rilotumumabe e outros medicamentos, além dos exames de acompanhamento, sem custo.
Conforme o Instituto Nacional de Câncer Alencar Gomes da Silva (INCA), os tumores de estômago se apresentam, principalmente, de três formas: “Adenocarcinoma (responsável por 95% dos tumores), linfoma, diagnosticado em cerca de 3% dos casos, e leiomiossarcoma, iniciado em tecidos que dão origem aos músculos e aos ossos”. Também conhecido como câncer gástrico, a doença acomete, na maioria dos casos, a população masculina, com idade por volta de 70 anos. Cerca de 65% das pessoas diagnosticadas com câncer de estômago têm idade acima dos 50. “No Brasil, esses tumores aparecem em 3º lugar na incidência entre homens e em 5º, entre as mulheres”.
Atualmente, a alta mortalidade é registrada na América Latina, principalmente, na Costa Rica, Chile e Colômbia. Porém, o maior número de casos ocorre no Japão, onde são encontrados 780 doentes por 100 mil habitantes. A estimativa de novos casos são 20.390, sendo 12.870 homens e 7.520 mulheres.
       Além do CENANTRON, localizado em Belo Horizonte, outros cinco centros médicos brasileiros de outros estados fazem parte do estudo. Os pacientes, com no máximo 65 anos, interessados em participarem da pesquisa na capital mineira devem entrar em contato para obterem orientações, até o dia 20 de outubro: alessandragdias@gmail.com e (31) 8412-xxxx.

28 dezembro, 2011

Lembrar de não esquecer

Por Andreza Cruz e Deysiane Marques. Texto para revista do laboratório acadêmico do Centro Universitário Estácio BH. 

Apesar do som estrangeiro e da escrita complicada, a maioria das pessoas conhecem a palavra Alzheimer e sabem que o termo está ligado ao esquecimento. Muitos têm um avô, avó, ou conhecem alguém idoso que sofre do problema, mas será que isso só ocorre na terceira idade? E você? Não costuma esquecer coisas simples e corriqueiras, como por exemplo, que dia é hoje ou o nome de alguém próximo?

Alzheimer é uma doença, mas várias expressões são utilizadas para se referir a ela. Mal de Alzheimer foi o primeiro termo usado em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que usou seu sobrenome para batizar a descoberta médica. Já a palavra distúrbio, frequentemente utilizada, serve para falar de tudo que não está funcionando muito bem. Quando se diz “distúrbio de memória”, não é especificamente o Alzheimer. Existem outros tipos de esquecimento, como os causados por muito cansaço e stress, geralmente momentâneos.

MUITAS CAUSAS E UMA CONSEQUÊNCIA
A Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de Minas Gerais, Cláudia Caciquinho Vieira de Souza, é médica há dez anos e geriatra há sete. Segundo ela, o Alzheimer é uma doença que causa muito pavor nas pessoas porque os sintomas são expressivos em dois aspectos: prejudicam a capacidade metal e tornam o doente dependente de outras pessoas.
Cláudia Caciquinho em seu consultório. Foto: Deysiane Marques.

O que causa o desenvolvimento de Alzheimer ainda não foi descoberto, mas sabe-se que o fator genético deve ser levado em conta. “Quem tem histórico familiar, acaba tendo uma tendência maior a desenvolver essa doença. Mas não é uma coisa assim: meu pai teve, eu vou ter. Isso é só um fator a mais”, explica a Geriatra. 


Cláudia ainda contou que existem outros aspectos que pré-dispõem um quadro de Alzheimer, como alterações de glicose, pressão e colesterol, distúrbios psiquiátricos e depressão. Mas é importante ressaltar que essas características não são determinantes. Uma pessoa pode ter tudo isso e não desenvolver o mal.

As pessoas que acumulam diversas tarefas em seu dia a dia estão sempre exaustas. Esse cansaço extremo pode ser o início de uma série de ações prejudiciais para seu organismo. Veja como acontece:
  • A fadiga desencadeia o stress;

  • O stress gera uma redução da atenção;

  • A redução da atenção causa uma menor fixação de informações.
Além de ficar esquecido, o estressado tem mais facilidade de desenvolver depressão e ansiedade, e como conseqüência pode iniciar uma perda progressiva de lembranças e até uma doença emocional. Nesses casos é muito importante um diagnóstico médico para verificar se existe necessidade de tratamento.

Cláudia Caciquinho explicou que em de todas as idades pode-se ter distúrbios de memória, inclusive os adolescentes, que quase sempre são muito ansiosos. Já a doença de Alzheimer é mais comum em pessoas de idade bastante avançada, mas há casos de portadores com 40 anos. Até os 50, as pessoas são consideradas jovens para sofrer do mal, e nesses casos a doença é mais grave porque a morte das células cerebrais é mais rápida, fazendo com que os sintomas progridam em processo acelerado. Nos mais velhos, a evolução é mais lenta.

É POSSÍVEL PREVENIR
A boa notícia é que existe prevenção para os distúrbios de memória, inclusive para o Mal de Alzheimer. Quanto maior o nível de atividade mental, maior é a proteção contra depressão e envelhecimento frágil. A perda da memória é a morte precoce de células cerebrais, então quem estimula o funcionamento dos neurônios e suas ligações, está mais protegido contra o esquecimento porque mantêm maior número de células ativas.

Você já ouviu falar que só utilizamos cerca de 10% do nosso cérebro? De acordo com a médica especialista em geriatria, isso é verdade. “Se eu sou mais intelectualizado, se eu faço mais atividades mentais, se sou mais ativo, eu tenho mais células desenvolvidas e então eu funciono com mais de 10%. Quando as células começarem a morrer, no processo natural de envelhecimento, eu vou ter uma reserva maior de neurônios funcionando e as manifestações da velhice vão aparecer muito mais tarde. Se por outro lado eu não exercito meu cérebro, não estimulo essas conexões de neurônios, eu tenho menos de 10%. Tenho poucos funcionando e quando começarem a morrer, os sintomas vão aparecer logo”, reforça.

Outro fator importante para a prevenção é a prática de exercícios físicos porque eles melhoram a circulação e oxigenação do cérebro, estimula a vitalidade de todos os órgãos, além de trazer sensação de bem estar. Isso tudo gera a manutenção de capacidade ativa por mais tempo.

UM OMBRO AMIGO
Quando a suspeita de doença é confirmada, todas as perguntas vêm à tona. Os familiares começam a se questionar se saberão lidar com a situação. Cuidar de alguém com a memória comprometida não é uma tarefa simples. Nesses momentos, sentir-se desamparado é normal.

Por isso, além do acompanhamento médico constante para o doente, é necessário uma ajuda psicológica para toda a família. É o que a terapeuta familiar formada na Inglaterra, Judy Robbe faz há 25 anos. O seu grupo de apoio, Harmonia de Viver, tem como objetivo dar suporte ao cuidador da pessoa com distúrbio de memória, auxiliando filhos, irmãos e parentes em geral a aprender a arte da convivência diária e como se portar diante dos desafios que da doença como o estranhamento diante do espelho e a mudança de personalidade.

Judy já auxiliou centenas de famílias desde a criação do grupo em 1986. As seções são em formato de roda, onde cada um conta sua experiência e troca informações. O Harmonia de Viver não tem base religiosa, política e nem faz menção a medicamentos. As conversas giram apenas em torno do comportamento dos pacientes e sobre como contornar algumas situações.

Apesar das reuniões serem focadas nos familiares, Juddy Robbe contou queuma pessoa com Alzheimer participa ativamente das reuniões relatando o outro lado da história, auxiliando a compreensão de todos. A terapeuta também explicou que não existe tempo determinado de "tratamento" para cada familiar. As pessoas participam das rodas de conversas enquanto se sentem confortadas com as seções e não têm a obrigação de voltar. Não é um processo passo a passo. “Tem gente que vem uma vez e não volta mais porque percebe que o caso que ele lida é muito mais simples do que imaginava. Outros continuam até depois do falecimento do ente querido”, afirmou ela. Para obter mais informações entre no site www.harmoniadeviver.net.br.
A terapeuta familiar Judy Robbe. Foto: Andreza Cruz.

AVANÇOS NA MEDICINA
Atualmente não existe cura para o mal de Alzheimer, apenas tratamentos que amenizam os sintomas, mas que não detêm o avanço. A Conferência Internacional sobre novas descobertas do cérebro, que aconteceu no dia primeiro de junho no Panamá, trouxe aos doentes e familiares uma dose de esperança. Segundo o cientista japonês Kiminobu Sugaya, dentro de cinco a seis anos haverá uma droga eficaz para o mal. Além de desenvolver o medicamento, os cientistas estão à procura do gene responsável pelo Alzheimer, para que seja diagnosticado e tratado precocemente.

SIMPLES E ÚTIL
Se os dias acelerados do século XXI têm deixado muita gente estressada o jeito é ficar ligado nas falhas de memória e procurar um médico a qualquer sinal mais grave, independente da idade. Outra coisa importante é por a mente para funcionar sempre. Alguns exercícios simples podem ajudar a estimular o funcionamento do seu cérebro. Combine com familiares e amigos de fazerem perguntas inesperadas entre si de vez em quando. “Que dia é hoje?” e “qual o meu nome?”, são algumas sugestões. As respostas sempre devem ser dadas o mais rápido possível.

Outra boa alternativa é usar lápis e papel. Desenhe um círculo e dentro dele enumere de um a cinco, próximo às bordas, de maneira ágil. Depois tente fazer o mesmo, mas anotando os números de forma regressiva. Essa prática incentiva as habilidades lógicas. Caso a enumeração saia de maneira confusa e incorreta, repita o teste. Se os erros persistirem por várias vezes, procure um especialista para fazer avaliação clínica. Se você cumprir seu teste com êxito, excelente! Guarde-o e vá praticar um esporte, ou quem sabe fazer algumas contas, que tal escrever um poema? Jogos de tabuleiro? Passear com o cachorro, ler o jornal, dançar, fazer um curso línguas, artes marciais... UFA! São muitas as opções. O que não vale é esquecer de se prevenir.

Vídeo institucional - Estácio BH



Vídeo institucional, realizado pela Faculdade Estácio de Belo Horizonte, para divulgação na internet. Assista!

23 dezembro, 2011

Filme: “Pleasantville - A Vida em Preto e Branco”


Moralidade e ética são discutidas com nuances bem sutis, mas não pouco reflexivas neste filme. 

Através de uma onda de novas atitudes e costumes, numa cidade extremamente conservadora, o novo é considerado transgressão, e os primeiros a se adaptarem às mudanças se tornam imorais na concepção da sociedade.

No início do filme, dois adolescentes aparentemente sem muito conteúdo intelectual, brigam pelo controle remoto e vão parar misteriosamente dentro da televisão - um início bem simples e nada profundo que contrasta com o que está por vir.

Os dois vão parar numa cidade chamada Pleasantville, que numa tradução do inglês para o português significa “cidade agradável”. O lugar condiz com o nome, pois lá só existe o “melhor” de tudo e de todos. Um ambiente protegido magicamente do imprevisível e de tragédias de qualquer ordem. Um exemplo de sociedade pautada na moral. Ou até na amoralidade, uma vez que naquele lugar é impossível existir algo imoral.

Os adolescentes se cansam da previsibilidade e da maneira automática como tudo acontece, e começam literalmente a trazer cor para o filme, pois até então, Pleasantville é mostrada em preto e branco. A mudança dos costumes, até que sejam novos e consolidados costumes, passam por um certo tipo de rejeição coletiva, porque rompe-se a moral para que o novo possa se tornar aceitável. E este é um processo nada fácil, nada simples. Os que aceitam e começam a participar das mudanças, se pautaram em suas éticas para reivindicar e começam a ter cor, como se passassem agora a fazer parte da realidade.

Durante o desenrolar do filme, o preconceito aos “de cor” é um retrato do medo do novo. No início, a nova “onda colorida” era entendida como imoral, pois rompia com o comum. Da metade do filme em diante, isso muda e o novo passa a ser uma espécie de vanguarda. A arte, bem colorida, começa a ser utilizada como uma ferramenta de questionamento para chocar e transformar os costumes endurecidos. A leitura é adotada como maneira de se munir de conhecimento, embasar novos questionamentos e comprovar que a mudança é boa.

Em determinado momento, as pessoas são transformadas, a essência delas passa a compreender os novos conceitos, e o filme se colore por inteiro, representando um banho de realidade naquela sociedade, onde os indivíduos se respeitam, tornando-se também éticos, e não só morais como de início.
Apenas um dos jovens retorna a realidade e passa a aproveitar o conhecimento empírico, ético e moral, no seu dia-a-dia, a começar pela relação com a mãe.

“Fazer com que a formação seja cada vez mais necessária”

(Matéria redigida em nov/2011)


Diz o editor do Jornal O Tempo on line quanto à formação dos jornalistas
Na última terça-feira, 25, o editor do jornal O Tempo on line, Luiz Fernando Rocha, declarou que não acha impossível que outros profissionais trabalhem em redações de Jornalismo, mas garantiu que a formação é algo essencial para “alcançar a excelência no que se faz”.

A declaração do editor foi feita durante uma palestra para estudantes de Comunicação Social, em um Encontro da Comunicação, na Faculdade Estácio, de Belo Horizonte, onde foi perguntado sobre a desregulamentação da profissão dos jornalistas. 

“É fazer com que a formação seja cada vez mais necessária”, disse Rocha, para explicar que só a qualidade de trabalho daqueles que são formados garantirá que o diploma seja um quesito de peso no momento da contratação.

A palestra da qual participou o editor, do jornal O Tempo on line, também contou com a presença do especialista em portifólio, da Agência Graco Design, Diego Belo; e da sub-editora do Projeto O Tempo | iPad, Claro, Karoline Borges, que contribuíram nas discussões sobre o panorama de mercado de Comunicação Social, mediados pela jornalista Magali Simone.

O fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, para o exercício da profissão, ocorreu por meio de decisão do Supremo Tribunal Federal, em 17 de junho de 2009, que atendeu a um recurso do Ministério Público Federal, o qual pedia pela cassação da exigência.

2011: Marco em internações compulsórias no Brasil

Só nos últimos dois meses, julho e agosto de 2011, foram registradas duas internações compulsórias - quando o dependente químico é atendido involuntariamente para tratamento. Os dois casos são inéditos, por se tratar das primeiras internações compulsórias de adulto em Minas Gerais, e de criança no Brasil, segundo Robert William de Carvalho, responsável pela ONG Defesa Social.

A primeira internação compulsória de Minas Gerais aconteceu no dia 20 de agosto, quando Carolina Moreira Alves Pereira, 24, foi internada em uma clínica em São Paulo, por determinação da justiça. Ela já havia sido colocada mais de 70 vezes em clínicas de Belo Horizonte, mas sempre fugia. A dona de casa, Sônia Cristina Moreira, mãe de Carolina, procurou a ONG Defesa Social que conseguiu a internação compulsória, junto ao Governo de Minas, que irá custear as despesas da internação. 

Ainda segundo Carvalho, da ONG Defesa Social, uma criança chamada de B. K. S., que não teve a idade revelada, foi internada em 15 de julho, sendo a primeira internação compulsória de criança do país, também por determinação judicial.

A internação compulsória é um tema polêmico, que tem sido discutido por diversos seguimentos da sociedade. De acordo com o presidente da comissão de defesa dos direitos da criança, adolescente, jovem e idoso da OAB-MG, Stanley Ramos Gusman, existe uma legislação internacional que rege o cuidado com o dependente químico e o Brasil a acata no sentido de cumprir exatamente às orientações. 

Gusman explica que essa legislação prevê a internação compulsória em casos extremos, ou seja, não é proibido. “Quem decide se o caso é extremo, ou não, é o juiz. Não adianta a família pedir ‘pelo amor de Deus’ para internar, mesmo que o dependente esteja agredindo pessoas ou colocando fogo na casa. Se o judiciário não permitir, não há internação compulsória”, declara. 

Ele ainda completou dizendo que o Juiz conta com uma equipe multidisciplinar para avaliar cada caso, mas “existe um forte pensamento que crianças até 12 anos não devem ser internadas em hipótese alguma, por ainda estarem em situação de desenvolvimento”. De acordo com o advogado, as famílias que desejam internar usuários de drogas, de forma compulsória, devem procurar o ministério público ou a OAB de Minas Gerais, para receberem as devidas orientações.

O Psicólogo, mestre em intervenções clínicas e sociais, Jairo Stacanelli, trabalha com ações voltadas para o dependente químico há dez anos. Ele entende que a internação compulsória é questionável, pois fere a individualidade. “Droga, cigarro, álcool. É uma escolha individual”, declara Stacanelli explicando que muitas vezes o motivo para o uso das drogas, lícitas ou não, é tão complicado a ponto de o usuário “não ter idéia do que irá fazer com a sobriedade”. 

Ele ressalta que apenas 27% dos dependentes químicos se recuperam após tratamentos e por isso defende que a abordagem tem que ser feita no momento de sobriedade. Stacanelli julga as atuais internações ineficazes da maneira como são feitas, porque o retorno às drogas é favorecido a partir do momento que os familiares não são envolvidos em grupos de ajuda mútua para se estruturarem a fim de receber o ex-viciado para o convívio. Ele ainda sugere que deveria existir uma modalidade de internação ambulatorial compulsória, com todo um aparato para desintoxicação, redução de danos, nutrição, além de amparo psiquiátrico e social. 

Quanto à internação compulsória de crianças, Stacanelli é a favor. O psicólogo avalia que usuários, menores de 12 anos, não têm condições de escolher entre receber, ou não, ajuda; a fim de parar de usar drogas, e por isso vê a internação compulsória, nesse caso, necessária. A Secretaria de Direitos Humanos foi procurada para falar das internações, mas não respondeu até o fechamento dessa matéria.

Através de uma pesquisa realizada pela ONG Defesa Social, divulgada em 05 de janeiro do ano passado, existem 144 mil usuários de crack em Belo Horizonte. O número chega a 268 mil usuários se tratando da grande BH (Belo Horizonte e mais dez cidades vizinhas). A pesquisa também revelou que 720 toneladas de crack são consumidas por ano nessas onze cidades e que não é possível mensurar um perfil do usuário, pois existem consumidores da droga em todas as classes sociais, homens e mulheres, de diversas faixas etárias. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) foi procurada para falar sobre o assunto, mas não se pronunciou até o fechamento da matéria. 

Segundo Carvalho, responsável pela ONG Defesa Social, esses dados “assustam o governo”, pois esta pesquisa deveria ser uma iniciativa pública. A ONG não recebe nenhum tipo de apoio financeiro do governo e conta com doações e trabalhos voluntários, que são oferecidos através do site www.contradrogas.com.br.

Endocrinologistas questionam proibição de anfetamina


Andreza Cruz
Deysiane Marques
Vinte e cinco dias após a portaria publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), proibir o comércio, prescrição e exportação de medicamentos reguladores de apetite à base de anfetamina, pouco se fala na mídia sobre o impacto que isso irá causar aos usuários.

Os remédios foram proibidos devido aos efeitos colaterais provocados nas pessoas como problemas cardíacos e alterações no sistema nervoso central. Outro motivo seria a baixa eficácia no tratamento de perda de peso. A ANVISA manteve a comercialização dos remédios à base de sibutramina, porém de forma mais restrita.

O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional de Minas Gerais, Paulo Augusto Miranda, informa que esses medicamentos já faziam parte de um arsenal restrito e que alguns pacientes que tinham boa resposta ao seu uso, ficarão sem uma opção de tratamento.

“Apesar de usados há mais de 30 anos, os medicamentos derivados da anfetamina não tem uma base de evidência de uso de longo prazo como a sibutramina”, afirma Paulo Augusto. O presidente também explica que os reguladores de apetite a base de sibutramina podem ser usados por até um ano, enquanto os a base de anfetamina não podem ser utilizados por mais de quatro meses sob o risco de induzirem a dependência.

No entanto, alguns pacientes podem não se adaptar ao tratamento a base de sibutramina. Paulo Augusto afirma que a substância é tolerada e eficaz para uma parcela dos pacientes, porém, algumas pessoas não respondem bem a nenhum tratamento farmacológico. Nestes casos os pacientes terão que se envolver mais no tratamento e a equipe de saúde terá que fazer esforços redobrados para ajudá-lo seguir as orientações para alcançarem bons resultados.

O grande problema encontrado é que além da sibutramina, o mercado conta apenas mais uma medicação aprovada para o tratamento da obesidade. “Ambas tem efeitos limitados e não conseguem atingir todos os objetivos do tratamento”, conclui o presidente.

O secretário adjunto da Regional Minas Gerais, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Rosalvo Reis, revela que estimativas globais apontam para a atual existência de um bilhão de indivíduos com excesso de peso e 315 milhões com obesidade.

Quem sofre do excesso de peso, seja por cuidado com a saúde ou por aspectos estéticos, geralmente já recorreu a diversas opções para emagrecer, incluindo a utilização de remédios à base de anfepramona, femproporex e mazindol, agora proibidos.

Esse é o caso da dona de casa Glória Alves do Carmo, 35. Ela disse que sempre foi obesa, mas depois da gravidez a situação piorou. Ela chegou a fazer um controle de peso, e simultaneamente, contou com a ajuda de medicamentos para inibir a ansiedade, mas não obteve sucesso.

Não satisfeita, ela procurou o Ambulatório de Obesidade da Santa Casa de Belo Horizonte. Sob acompanhamento endocrinológico, Glória aprendeu a comer de forma balanceada, sem necessidade de medicamentos. “Hoje me alimento de três em três horas, e sempre em pequenas porções”, disse. Ela acrescenta que está muito feliz, pois agora já consegue perceber mudanças.

A responsável pela Academia Wadson Lima, que se identifica apenas como Iolanda, não acredita que a proibição de remédios para emagrecer irá aumentar a procura pelas academias. “Que eu saiba, nenhuma das pessoas que malham aqui usam medicamentos para emagrecer. A procura aqui continua a mesma”, afirmou.

(Matéria antiga, postada em 23.12.01)

Facebook, o filme


Inicialmente, o jovem Mark Zuckerberg (foto), criador do site de relacionamentos “Facebook” (primeiramente chamado de “O facebook”), fez uma brincadeira na internet, postando sem autorização, fotos de alunas de sua universidade para que os garotos pudessem compará-las e decidir qual a mais bonita. Em cerca de 4 horas, o site obteve mais de 22 mil acessos e toda essa visibilidade, logo atingida, chamou a atenção de Zuckerberg.

Ele entendeu que a sua idéia foi um sucesso porque os estudantes gostaram de ver garotas conhecidas na internet e isso despertou sua atenção para o objetivo de integrar os estudantes da Universidade Harvard, onde estudava, criando uma expansão on-line da vida social e maximizar as relações, além de facilitá-las.

A existência de um meio que propiciasse um ambiente onde ser visto seria o objetivo, era a grande idéia para que o projeto obtivesse muitos adeptos, pois cada integrante teria um lugar, julgado adequado, para mostrar-se, sendo o próprio criador de sua biografia, postar fotos que melhor convém, compartilhar interesses e, com toda essa base, criar proximidade com outras pessoas.

Através do Facebook, cada aluno de Harvard poderia, por exemplo, saber se a pessoa que o interessa namora, ou prolongar o contato com alguém interessante que conheceu em uma festa. Ser convidado ou convidar alguém para seu nicho de amigos seria uma espécie de prestígio.

Ver conhecidos e saber mais sobre a vida deles mostrou-se uma opção poderosa de expandir o processo de socialidade entre os estudantes, indo além da relação entre eles, meramente estabelecidas por estudarem na mesma escola, mas sim por tribalismo, que é o que impulsiona o jeito de agir das pessoas por haver afinidade com determinado grupo. Então as pessoas se conectariam ao Facebook porque além de toda a interação existe também a chance de conhecer novas pessoas com as quais se identificarão.

Mark Zuckerberg era conhecido em Harvard por ter pouquíssimos amigos e isso torna claro que a popularização do site se deu única e exclusivamente pela pertinência de sua observação feita inicialmente, comprovando a necessidade das pessoas de se mostrarem. Logo no primeiro dia, cerca de 650 pessoas se registraram com seus e-mails vinculados à Harvard. Segundo o filme “a rede social” a expressão “coloca no Facebook” já havia se tornado uma espécie de gíria comum no campus.

Para tornar possível a sustentação do site, era necessário se preocupar com dinheiro para os gastos com a estrutura física tecnológica. Para que Mark Zuckerberg continuasse com o pleno desenvolvimento intelectual e criativo, convidou Eduardo Saverin para cuidar da parte financeira e investir o primeiro capital, de mil dólares, no empreendimento virtual. Como houve investimento, Saverin se inclinou a desejar lucro com a atividade, indo contra a intenção de Zuckerberg que queria valorizar cada vez mais a idéia e expandir, mas isso não seria nada fácil sem rentabilidade.

O primeiro plano de expansão foi levar o Facebook a outras três universidades, sendo elas Iowa, Columbia e Stanford e isso significava necessidade de mais pessoal, estratégia e capital/investimento. A solução encontrada foi agregar mais um codificador para dividir o trabalho com Zuckerberg, e adicionar um responsável por publicidade e alcance do site.

Com a ampla divulgação, Sean Parker, criador do Napster (programa que permitiu que músicas fossem baixadas gratuitamente pela internet boicotando a venda de cds e consequentemente gravadoras) se interessou pelo projeto Facebook, o achando semelhante à sua idéia, porém mais consistente e potencialmente rentável. Parker entrou para a equipe, demonstrando experiência em negócios populares de internet, e acabou se apropriando de maneira hedonista de um dos cargos de direção do negócio.

Ironicamente, o diretor financeiro, Eduardo Saverin perdeu seu cargo pelo fato de que seus ideais e suas expectativas se tornaram muito opostas à de Zuckerberg e às de Sean Parker, pois Saverin vislumbrava retorno financeiro através de publicidade massiva no ambiente do Facebbok, enquanto os dois outros desejavam a potencialização da idéia crucial de envolvimento social, valorizando o site e conquistando investidores. Ou seja, Saverin deixou de demonstrar aspectos semelhantes aos seus sócios e o grupo o excluiu, aplicando-lhe um golpe, que futuramente foi devidamente indenizado.

Brasileiro se torna o melhor peão do mundo em Las Vegas

(Matéria antiga, fictícia, postada em 23.12.01)




Guilherme Marchi é o primeiro do Brasil a conquistar o título

Na noite de ontem o astro brasileiro de rodeio Guilherme Marchi, 26, conquistou o título de melhor peão do mundo ao vencer o torneio Bull Riders, em Las Vegas, recebendo o prêmio de 1 milhão de dólares.

Marchi disputa campeonatos no circuito americano desde os 18 anos. Foi embora do Brasil em 2001 a convite de americanos da liga de campeões dos Estados Unidos que assistiram sua performance e o chamaram para disputar campeonatos na cidade de Dallas, em Las Vegas. 

O peão aceitou o convite e nunca mais voltou a morar no Brasil. A escolha de não retornar se baseou nos ganhos e na valorização da profissão, pois segundo o peão, enquanto nos Estados Unidos um vencedor ganha cerca de 1 milhão de dólares, no Brasil os prêmios são, no máximo, em torno de 30 mil reais.

Ao todo já são cinco anos morando fora, hoje ele é casado e tem dois filhos – Manuela, de 4 anos, que já monta a cavalo e João Gabriel, de 6 meses, que “vai ser peão igual o pai”, declara Marchi.

Nestes anos em que o peão mora em Dallas, já ganhou cerca de 3 milhões de dólares só com rodeios. O dinheiro ganho possibilitou a criação de cavalos e bois em um rancho próprio. Para diversificar os investimentos, Marchi abriu um restaurante, mas logo descobriu que o negócio dá muito trabalho. “Tem coisa para fazer todos os dias”, declara o peão, que passou a direção do empreendimento para a esposa.

Segundo o melhor peão do mundo, a fórmula para o sucesso em sua profissão nada mais é do que muito treino e um pouco de sorte. Ele diz que os brasileiros levam vantagem por terem “jeito para a coisa”. Marchi conta que em geral, os peões de rodeio escolhem entre usar mais força, ou mais técnica, mas no caso dele, o segredo é tentar combinar as duas coisas e pedir proteção para Nossa Senhora Aparecida, da qual é devoto. 

Marchi disse que até hoje, nunca quebrou nenhum osso. “O Adriano Morais que é meu ídolo entre os peões já quebrou ossos 28 vezes. Ela me projete mesmo”, afirmou o campeão sobre sua devoção.