Texto feito em prestação de serviço para empresa de assessoria de imprensa
O Centro Avançado de Tratamento Oncológico (CENANTRON),
coordenado pelo oncologista André Márcio Murad, convoca pessoas acometidas pelo
câncer de estômago em fase avançada, que não receberam nenhum tipo de
quimioterapia prévia, para participarem de estudo internacional. Se
selecionados, os pacientes receberão o tratamento gratuitamente. A
pesquisa termina em outubro e o objetivo é avaliar a eficácia da medicação
Rilotumumabe no tratamento, em combinação com a quimioterapia tradicional. A
técnica é considerada inovadora, chamada de alvo-molecular, combatendo,
especificamente, células tumorais, preservando as saudáveis, diferente de como
ocorre na quimioterapia tradicional.
O Rilotumumabe é um anticorpo desenvolvido para
destruir células que expressam a proteína c-met, presente em aproximadamente de
70% dos cânceres de estômago. Em estudo preliminar, feito com cerca de 120
pacientes, os que receberam a droga associada à quimioterapia
convencional, tiveram maior sobrevida e expressivas taxas de regressão da
doença, em comparação àqueles que receberam quimioterapia associada à
componente placebo. Em decorrência de resultados preliminares, começou esse
novo estudo em vários países, que deverá incluir cerca de 700 pacientes,
inclusive, brasileiros voluntários. Nesta fase, todos receberão o anticorpo
Rilotumumabe e outros medicamentos, além dos exames de acompanhamento, sem
custo.
Conforme o Instituto Nacional de Câncer Alencar Gomes
da Silva (INCA), os tumores de estômago se apresentam, principalmente, de três
formas: “Adenocarcinoma (responsável por 95% dos tumores), linfoma,
diagnosticado em cerca de 3% dos casos, e leiomiossarcoma, iniciado em tecidos que
dão origem aos músculos e aos ossos”. Também conhecido como câncer gástrico, a
doença acomete, na maioria dos casos, a população masculina, com idade por
volta de 70 anos. Cerca de 65% das pessoas diagnosticadas com câncer de
estômago têm idade acima dos 50. “No Brasil, esses tumores aparecem em 3º lugar
na incidência entre homens e em 5º, entre as mulheres”.
Atualmente, a alta mortalidade é registrada na América
Latina, principalmente, na Costa Rica, Chile e Colômbia. Porém, o maior número
de casos ocorre no Japão, onde são encontrados 780 doentes por 100 mil
habitantes. A estimativa de novos casos são 20.390, sendo 12.870 homens e
7.520 mulheres.
Além do CENANTRON,
localizado em Belo Horizonte, outros cinco centros médicos brasileiros de
outros estados fazem parte do estudo. Os pacientes, com no máximo 65 anos,
interessados em participarem da pesquisa na capital mineira devem entrar em
contato para obterem orientações, até o dia 20 de outubro: alessandragdias@gmail.com e (31) 8412-xxxx.

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