Portfólio online

23 dezembro, 2011

Facebook, o filme


Inicialmente, o jovem Mark Zuckerberg (foto), criador do site de relacionamentos “Facebook” (primeiramente chamado de “O facebook”), fez uma brincadeira na internet, postando sem autorização, fotos de alunas de sua universidade para que os garotos pudessem compará-las e decidir qual a mais bonita. Em cerca de 4 horas, o site obteve mais de 22 mil acessos e toda essa visibilidade, logo atingida, chamou a atenção de Zuckerberg.

Ele entendeu que a sua idéia foi um sucesso porque os estudantes gostaram de ver garotas conhecidas na internet e isso despertou sua atenção para o objetivo de integrar os estudantes da Universidade Harvard, onde estudava, criando uma expansão on-line da vida social e maximizar as relações, além de facilitá-las.

A existência de um meio que propiciasse um ambiente onde ser visto seria o objetivo, era a grande idéia para que o projeto obtivesse muitos adeptos, pois cada integrante teria um lugar, julgado adequado, para mostrar-se, sendo o próprio criador de sua biografia, postar fotos que melhor convém, compartilhar interesses e, com toda essa base, criar proximidade com outras pessoas.

Através do Facebook, cada aluno de Harvard poderia, por exemplo, saber se a pessoa que o interessa namora, ou prolongar o contato com alguém interessante que conheceu em uma festa. Ser convidado ou convidar alguém para seu nicho de amigos seria uma espécie de prestígio.

Ver conhecidos e saber mais sobre a vida deles mostrou-se uma opção poderosa de expandir o processo de socialidade entre os estudantes, indo além da relação entre eles, meramente estabelecidas por estudarem na mesma escola, mas sim por tribalismo, que é o que impulsiona o jeito de agir das pessoas por haver afinidade com determinado grupo. Então as pessoas se conectariam ao Facebook porque além de toda a interação existe também a chance de conhecer novas pessoas com as quais se identificarão.

Mark Zuckerberg era conhecido em Harvard por ter pouquíssimos amigos e isso torna claro que a popularização do site se deu única e exclusivamente pela pertinência de sua observação feita inicialmente, comprovando a necessidade das pessoas de se mostrarem. Logo no primeiro dia, cerca de 650 pessoas se registraram com seus e-mails vinculados à Harvard. Segundo o filme “a rede social” a expressão “coloca no Facebook” já havia se tornado uma espécie de gíria comum no campus.

Para tornar possível a sustentação do site, era necessário se preocupar com dinheiro para os gastos com a estrutura física tecnológica. Para que Mark Zuckerberg continuasse com o pleno desenvolvimento intelectual e criativo, convidou Eduardo Saverin para cuidar da parte financeira e investir o primeiro capital, de mil dólares, no empreendimento virtual. Como houve investimento, Saverin se inclinou a desejar lucro com a atividade, indo contra a intenção de Zuckerberg que queria valorizar cada vez mais a idéia e expandir, mas isso não seria nada fácil sem rentabilidade.

O primeiro plano de expansão foi levar o Facebook a outras três universidades, sendo elas Iowa, Columbia e Stanford e isso significava necessidade de mais pessoal, estratégia e capital/investimento. A solução encontrada foi agregar mais um codificador para dividir o trabalho com Zuckerberg, e adicionar um responsável por publicidade e alcance do site.

Com a ampla divulgação, Sean Parker, criador do Napster (programa que permitiu que músicas fossem baixadas gratuitamente pela internet boicotando a venda de cds e consequentemente gravadoras) se interessou pelo projeto Facebook, o achando semelhante à sua idéia, porém mais consistente e potencialmente rentável. Parker entrou para a equipe, demonstrando experiência em negócios populares de internet, e acabou se apropriando de maneira hedonista de um dos cargos de direção do negócio.

Ironicamente, o diretor financeiro, Eduardo Saverin perdeu seu cargo pelo fato de que seus ideais e suas expectativas se tornaram muito opostas à de Zuckerberg e às de Sean Parker, pois Saverin vislumbrava retorno financeiro através de publicidade massiva no ambiente do Facebbok, enquanto os dois outros desejavam a potencialização da idéia crucial de envolvimento social, valorizando o site e conquistando investidores. Ou seja, Saverin deixou de demonstrar aspectos semelhantes aos seus sócios e o grupo o excluiu, aplicando-lhe um golpe, que futuramente foi devidamente indenizado.

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