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28 abril, 2015

Relacionamento entre franqueado e franqueador

Artigo feito em prestação de serviço para empresa de assessoria de imprensa

     
O mercado de franquias no Brasil tem superado seus próprios números a cada ano e continuará em franco crescimento, ao que tudo indica. A pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Franchising comprova que apenas 3% das franquias encerram atividades após 1 ano de existência, número muito inferior à taxa de fechamento de micro e pequenas empresas, após o mesmo período de funcionamento, que é de 50%. Porém, nem tudo são “flores”, caso o relacionamento entre franqueado e franqueador não funcione bem. Diferente de outros tipos de parcerias corporativas, o relacionamento entre as partes se assemelha a um casamento. Não basta só seguir a regulamentação (apelidada de “Lei da Franquia” – nº 8.955/94, de 15 de dezembro de 1994 – que estabelece os critérios sobre instalação e operações de franchising, em território brasileiro). É necessário haver empatia, transparência e muita confiança entre os envolvidos, afinal, há grande expectativa nessa relação.
 O franqueador quer ver o seu negócio se expandir cada vez mais e depende de um investidor disposto a atender todos os requisitos de perfil e disponibilidade. O franqueado espera obter sucesso como empreendedor, com investimento o mais baixo possível e anseia por orientações eficazes sobre o ramo e treinamento de extrema qualidade. Ambos cobrarão dedicação entre si.
Assim que fecham as condições e assinam contrato, perpetua-se o relacionamento, afinal, ambos passam a carregar o mesmo nome – nesse caso, o da marca – e, uma vez firmado o vínculo, farão de tudo para conquistar o reconhecimento do outro. Como se trata de uma parceria em que o aspecto humano se destaca, apesar da natureza profissional, as cobranças por crescimento, cumprimento de metas e nível de produtividade podem “desgastar a relação”, caso não exista dedicação integral por parte do franqueado ou falta de reconhecimento mediante bons resultados, do franqueador. A manutenção do “casamento” é diária.



Estabelecer indicadores de avaliação de uma linha de franquia é a melhor estratégia. Não adianta coletar um grande número de dados e não saber gerenciá-los, por parte do franqueador, ou compreendê-los, papel do franqueado. Se há metas a cumprir, baseadas em avaliações de determinados períodos históricos de outras unidades da mesma marca, então haverá parâmetro para que possam sanar possível baixo desempenho ou comemorar performances espetaculares.
Todo cuidado é pouco: apesar do alto índice de novas lojas que dão certo e o bônus de iniciar um negócio utilizando marca, produtos e serviços já conhecidos, as franquias não são total garantia de sucesso. Fugir do padrão, por exemplo, é um dos grandes erros que levam investidores a fecharem as portas. A essência desse tipo de negócio é justamente a padronização. Ímpetos criativos podem fazer com que a clientela local desconfie do ponto e, pior, julguem negativamente a credibilidade da marca, no geral. Se isso acontece com frequência em uma determinada linha de produtos/serviços, está ocorrendo um erro na hora do “flerte”. O franqueador está escolhendo investidores sem avaliar se o perfil é realmente adequado ou o franqueado não entendeu em que tipo de relacionamento entrou. “Discutir a relação” sempre será a melhor solução, tanto para casamentos, quanto na lida entre franqueados e franqueadores. 

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