Artigo feito em prestação de serviço para empresa de assessoria de imprensa
O
mercado de franquias no Brasil tem
superado seus próprios números a cada ano e continuará em franco crescimento,
ao que tudo indica. A pesquisa
realizada pela Associação Brasileira de Franchising
comprova que apenas 3% das franquias encerram atividades após 1 ano de
existência, número muito inferior à taxa de fechamento de micro e pequenas
empresas, após o mesmo período de funcionamento, que é de 50%. Porém, nem tudo
são “flores”, caso o relacionamento entre franqueado e franqueador não funcione
bem. Diferente de outros tipos de parcerias corporativas, o relacionamento entre
as partes se assemelha a um casamento. Não basta só seguir a regulamentação
(apelidada de “Lei da Franquia” – nº 8.955/94, de 15 de dezembro de 1994 – que
estabelece os critérios sobre instalação e operações de franchising, em território brasileiro). É necessário haver empatia,
transparência e muita confiança entre os envolvidos, afinal, há grande
expectativa nessa relação.
O franqueador quer ver o seu negócio se
expandir cada vez mais e depende de um investidor disposto a atender todos os
requisitos de perfil e disponibilidade. O franqueado espera obter sucesso como
empreendedor, com investimento o mais baixo possível e anseia por orientações
eficazes sobre o ramo e treinamento de extrema qualidade. Ambos cobrarão
dedicação entre si.
Assim que
fecham as condições e assinam contrato, perpetua-se o relacionamento, afinal,
ambos passam a carregar o mesmo nome – nesse caso, o da marca – e, uma vez
firmado o vínculo, farão de tudo para conquistar o reconhecimento do outro.
Como se trata de uma parceria em que o aspecto humano se destaca, apesar da
natureza profissional, as cobranças por crescimento, cumprimento de metas e
nível de produtividade podem “desgastar a relação”, caso não exista dedicação
integral por parte do franqueado ou falta de reconhecimento mediante bons
resultados, do franqueador. A manutenção do “casamento” é diária.
Estabelecer
indicadores de avaliação de uma linha de franquia é a melhor estratégia. Não
adianta coletar um grande número de dados e não saber gerenciá-los, por parte
do franqueador, ou compreendê-los, papel do franqueado. Se há metas a cumprir,
baseadas em avaliações de determinados períodos históricos de outras unidades
da mesma marca, então haverá parâmetro para que possam sanar possível baixo
desempenho ou comemorar performances espetaculares.
Todo cuidado
é pouco: apesar do alto índice de novas lojas que dão certo e o bônus de
iniciar um negócio utilizando marca, produtos e serviços já conhecidos, as
franquias não são total garantia de sucesso. Fugir do padrão, por exemplo, é um
dos grandes erros que levam investidores a fecharem as portas. A essência desse
tipo de negócio é justamente a padronização. Ímpetos criativos podem fazer com
que a clientela local desconfie do ponto e, pior, julguem negativamente a
credibilidade da marca, no geral. Se isso acontece com frequência em uma
determinada linha de produtos/serviços, está ocorrendo um erro na hora do
“flerte”. O franqueador está escolhendo investidores sem avaliar se o perfil é
realmente adequado ou o franqueado não entendeu em que tipo de relacionamento
entrou. “Discutir a relação” sempre será a melhor solução, tanto para
casamentos, quanto na lida entre franqueados e franqueadores.

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