Por Andreza Cruz e Deysiane Marques. Texto para revista do laboratório acadêmico do Centro Universitário Estácio BH.
Alzheimer é uma doença, mas várias expressões são utilizadas para se referir a ela. Mal de Alzheimer foi o primeiro termo usado em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, que usou seu sobrenome para batizar a descoberta médica. Já a palavra distúrbio, frequentemente utilizada, serve para falar de tudo que não está funcionando muito bem. Quando se diz “distúrbio de memória”, não é especificamente o Alzheimer. Existem outros tipos de esquecimento, como os causados por muito cansaço e stress, geralmente momentâneos.

Cláudia Caciquinho em seu consultório. Foto: Deysiane Marques.
O que causa o desenvolvimento de Alzheimer ainda não foi descoberto, mas sabe-se que o fator genético deve ser levado em conta. “Quem tem histórico familiar, acaba tendo uma tendência maior a desenvolver essa doença. Mas não é uma coisa assim: meu pai teve, eu vou ter. Isso é só um fator a mais”, explica a Geriatra.
Cláudia ainda contou que existem outros aspectos que pré-dispõem um quadro de Alzheimer, como alterações de glicose, pressão e colesterol, distúrbios psiquiátricos e depressão. Mas é importante ressaltar que essas características não são determinantes. Uma pessoa pode ter tudo isso e não desenvolver o mal.
Cláudia ainda contou que existem outros aspectos que pré-dispõem um quadro de Alzheimer, como alterações de glicose, pressão e colesterol, distúrbios psiquiátricos e depressão. Mas é importante ressaltar que essas características não são determinantes. Uma pessoa pode ter tudo isso e não desenvolver o mal.
As pessoas que acumulam diversas tarefas em seu dia a dia estão sempre exaustas. Esse cansaço extremo pode ser o início de uma série de ações prejudiciais para seu organismo. Veja como acontece:
- A fadiga desencadeia o stress;
- O stress gera uma redução da atenção;
- A redução da atenção causa uma menor fixação de informações.
Além de ficar esquecido, o estressado tem mais facilidade de desenvolver depressão e ansiedade, e como conseqüência pode iniciar uma perda progressiva de lembranças e até uma doença emocional. Nesses casos é muito importante um diagnóstico médico para verificar se existe necessidade de tratamento.
Cláudia Caciquinho explicou que em de todas as idades pode-se ter distúrbios de memória, inclusive os adolescentes, que quase sempre são muito ansiosos. Já a doença de Alzheimer é mais comum em pessoas de idade bastante avançada, mas há casos de portadores com 40 anos. Até os 50, as pessoas são consideradas jovens para sofrer do mal, e nesses casos a doença é mais grave porque a morte das células cerebrais é mais rápida, fazendo com que os sintomas progridam em processo acelerado. Nos mais velhos, a evolução é mais lenta.
É POSSÍVEL PREVENIR
Quando a suspeita de doença é confirmada, todas as perguntas vêm à tona. Os familiares começam a se questionar se saberão lidar com a situação. Cuidar de alguém com a memória comprometida não é uma tarefa simples. Nesses momentos, sentir-se desamparado é normal.
Por isso, além do acompanhamento médico constante para o doente, é necessário uma ajuda psicológica para toda a família. É o que a terapeuta familiar formada na Inglaterra, Judy Robbe faz há 25 anos. O seu grupo de apoio, Harmonia de Viver, tem como objetivo dar suporte ao cuidador da pessoa com distúrbio de memória, auxiliando filhos, irmãos e parentes em geral a aprender a arte da convivência diária e como se portar diante dos desafios que da doença como o estranhamento diante do espelho e a mudança de personalidade.
Judy já auxiliou centenas de famílias desde a criação do grupo em 1986. As seções são em formato de roda, onde cada um conta sua experiência e troca informações. O Harmonia de Viver não tem base religiosa, política e nem faz menção a medicamentos. As conversas giram apenas em torno do comportamento dos pacientes e sobre como contornar algumas situações.
Apesar das reuniões serem focadas nos familiares, Juddy Robbe contou queuma pessoa com Alzheimer participa ativamente das reuniões relatando o outro lado da história, auxiliando a compreensão de todos. A terapeuta também explicou que não existe tempo determinado de "tratamento" para cada familiar. As pessoas participam das rodas de conversas enquanto se sentem confortadas com as seções e não têm a obrigação de voltar. Não é um processo passo a passo. “Tem gente que vem uma vez e não volta mais porque percebe que o caso que ele lida é muito mais simples do que imaginava. Outros continuam até depois do falecimento do ente querido”, afirmou ela. Para obter mais informações entre no site www.harmoniadeviver.net.br.
A terapeuta familiar Judy Robbe. Foto: Andreza Cruz.
AVANÇOS NA MEDICINA
SIMPLES E ÚTIL
Se os dias acelerados do século XXI têm deixado muita gente estressada o jeito é ficar ligado nas falhas de memória e procurar um médico a qualquer sinal mais grave, independente da idade. Outra coisa importante é por a mente para funcionar sempre. Alguns exercícios simples podem ajudar a estimular o funcionamento do seu cérebro. Combine com familiares e amigos de fazerem perguntas inesperadas entre si de vez em quando. “Que dia é hoje?” e “qual o meu nome?”, são algumas sugestões. As respostas sempre devem ser dadas o mais rápido possível.
Outra boa alternativa é usar lápis e papel. Desenhe um círculo e dentro dele enumere de um a cinco, próximo às bordas, de maneira ágil. Depois tente fazer o mesmo, mas anotando os números de forma regressiva. Essa prática incentiva as habilidades lógicas. Caso a enumeração saia de maneira confusa e incorreta, repita o teste. Se os erros persistirem por várias vezes, procure um especialista para fazer avaliação clínica. Se você cumprir seu teste com êxito, excelente! Guarde-o e vá praticar um esporte, ou quem sabe fazer algumas contas, que tal escrever um poema? Jogos de tabuleiro? Passear com o cachorro, ler o jornal, dançar, fazer um curso línguas, artes marciais... UFA! São muitas as opções. O que não vale é esquecer de se prevenir.
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