(Matéria antiga, postada em 23.12.01)
Manifestação parou o trânsito nos principais corredores de Belo Horizonte
Os professores da rede municipal de ensino de Belo Horizonte promoveram no início da tarde de ontem uma manifestação para reivindicar melhores salários. Cerca de 1500 pessoas participaram dos protestos, segundo estimativa da Polícia Militar.
Os manifestantes se reuniram por volta das 14h horas no centro de Belo Horizonte, ocupando inicialmente a Praça Sete. No trajeto em direção a Praça da Liberdade, no bairro Funcionários, os professores fecharam a Rua da Bahia e por causa dos protestos, mais de 2 km de engarrafamento se formou próximo à rodoviária, no centro da capital. O trânsito também ficou ruim nas Avenidas Amazonas, do Contorno, Cristóvão Colombo e em outras vias de acesso. A manifestação acabou no final da tarde, por volta das 17h.
Os professores de Ensino Fundamental e Médio do município receberão um aumento de 5%, enquanto o considerado ideal por eles seria um reajuste de 13%. “Os professores não aceitarão a proposta de reajuste da Prefeitura, que é um desrespeito com os profissionais da educação”, disse o Presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal, João Silveira.
Segundo a Secretária Municipal de Educação de Belo Horizonte, Maria Soutto, a Prefeitura está buscando dialogar para chegar a um acordo com os professores, mas a princípio não há previsão de maior reajuste. “Não tem condições de negociar porque o reajuste dos professores é o mesmo de todo o funcionalismo”, declarou a secretária.
A professora Silvia Costa que dá aulas para os alunos do 3º ano fundamental da Escola Ilda Brandão, Bairro Grajaú, estava na manifestação e deixou clara a insatisfação dizendo que ela ganha mil reais e que “o salário é um absurdo”. O professor de História Celso Vieira da Silva, do 6º ano fundamental da Escola Bonifácio Andrada, Bairro Serra, também participou dos protestos, mas já planeja mudar de ramo por causa do baixo salário. “Já estou procurando outro emprego” explicou o professor, justificando que não consegue sobreviver com o salário de 1.300 reais.

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